"Para ser escravo é preciso estudar"
Onda de protestos de jovens europeus, principalmente com curso superior, reivindica empregos, salários dignos e melhores condições de trabalho.
O manifesto publicado em uma rede social incitava à participação numa manifestação em Lisboa no dia 12 de Março de 2011 para todos os "desempregados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal."
A pergunta fundamental aqui é: o que vem a ser arte?

Em geral as pessoas não definem
arte; apenas dão exemplos, ou reconhecem o que é uma obra ou um “produto” de arte, ou distingue quem
é ou
não é um artista. Não se preocupam muito em conceber o que é arte ou
o que é o artista, ou por que ele existe, por que faz o que faz, etc. Não nos interessa aqui o conceito popularesco de arte ou de artista, embora de certo modo a ele nos referiremos também – esse conceito popularesco em geral confunde o profissional da indústria do entretenimento (o ator de televisão, que “interpreta” personagens em série, quase todos planos e estereotipados, ou o cantor de música “popular”, mais corretamente chamada de música “comercial”, que canta a mesma música por anos a fio, e por dinheiro) como sendo seus exemplos maiores (ou únicos) de “artistas”. Essa rarefação popular da cultura, contudo, quase nada tem de arte: isso é apenas o lado mais “industrial” da
cultura de massa, e embora esteja na moda fazer apologia e alvoroço diante da mediocridade popular – chamada por outros nomes, é claro –, não estou muito preocupado em ser politicamente correto. Sigamos adiante.